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Fundamentos

Device ID: o que é device fingerprint, como funciona e quando usar

O mesmo celular em várias contas, cada uma com um CPF diferente. Veja o que a Shiel ID enxerga no aparelho de cada cadastro e como isso barra fraude antes da conta ativar.

Notebook, celular, tablet e roteador de internet sobre a mesa

Um cadastro chega com documento válido e uma selfie que confere com o CPF. Tudo certo? Nem sempre. O mesmo celular pode ter aberto várias outras contas na mesma semana, cada uma com um CPF diferente.

É aí que entra o Device ID. Ele olha para o aparelho de onde cada pessoa chega e percebe o que o documento sozinho não mostra.

O que ele percebe em cada cadastro

Alguns exemplos do que aparece na prática:

  • O mesmo celular em várias contas. Dez cadastros, dez CPFs, um aparelho só. O documento muda, o dispositivo não.
  • Quem foi bloqueado e voltou. O fraudador troca de CPF e de rosto, mas volta pelo mesmo aparelho, e é reconhecido.
  • Tentativas em sequência. Muitas tentativas em pouco tempo, saindo do mesmo lugar, é alguém testando dados até um passar.
  • Robôs e emuladores. Cadastro feito por automação ou de dentro de uma máquina virtual é bloqueado sempre.
  • Navegador disfarçado. Existem navegadores feitos para fingir que são outro aparelho. Quando o navegador foi manipulado, isso aparece.
  • Origem escondida. VPN, proxy e rede Tor escondem de onde a pessoa acessa. A conexão é sinalizada para um segundo olhar.
  • Evidência reaproveitada. Reenviar algo que já foi processado, como uma validação antiga, é detectado como tentativa de reutilização.
  • Aparelho novo na hora errada. Uma conta antiga faz uma ação sensível de um celular que nunca usou. Pode ser a conta sendo tomada.

Em cada caso, quem decide o que acontece é você: permitir, mandar para análise manual ou bloquear.

O que é device fingerprint

Device fingerprint, ou impressão digital do dispositivo, é a técnica de reconhecer um aparelho pelo conjunto das características dele: rede, navegador, sistema e comportamento. Como numa digital, é a combinação que permite saber quando o mesmo aparelho volta.

Na Shiel ID, essa camada roda junto com o KYC. A biometria facial confirma quem é a pessoa. O dispositivo mostra de onde ela está chegando e se aquele aparelho já passou pela sua operação.

Quer o lado técnico? Veja como implementar e a diferença para a análise de IP.

Onde ele protege a sua operação

  • Marketplaces: o vendedor novo banido por fraude que volta com outro CPF, pelo mesmo aparelho.
  • Telecom e provedores: várias linhas contratadas do mesmo dispositivo, com dados diferentes, antes de virar inadimplência.
  • Plataformas digitais e P2P: redes de contas laranja operadas da mesma máquina, muitas vezes com navegador antidetecção.
  • Fintechs e contas digitais: abertura de contas em massa com bots e máquinas virtuais.
  • Depois do cadastro: ação sensível de uma conta antiga vinda de um aparelho que ela nunca usou.

Como funciona por dentro

Os sinais analisados

São quatro grupos de sinais em cada jornada:

  • Rede: VPN, proxy, rede Tor, IP de datacenter, divergência entre a localização do IP e o fuso horário do aparelho
  • Navegador: navegador manipulado, navegador antidetecção, navegação anônima
  • Dispositivo: aparelho associado a fraude anterior, usado em várias contas, usado com vários documentos, com alta atividade, com baixa confiança na identificação ou com combinação rara de aparelho e sistema
  • Comportamento: tentativa de reutilização de evento já processado, alta velocidade de tentativas, aparelho novo em ação sensível

As proteções que já vêm ativadas

Três sinais são bloqueados sempre, sem opção de ajuste: bot malicioso, máquina virtual e IP presente em listas de ataque monitoradas pela Shiel ID. É a base mínima de proteção que toda operação recebe.

As políticas que você ajusta

Para os demais sinais, você escolhe a ação no painel da Shiel ID. Cada um já vem com uma configuração inicial, e você muda o que fizer sentido para o seu negócio.

Na configuração inicial, VPN e navegação anônima caem em análise manual, e não em bloqueio. Nem todo mundo que usa VPN está tentando fraudar, mas um cadastro que esconde a própria origem merece um segundo olhar antes de virar conta ativa. Esse passo a mais é o rigor da validação funcionando.

O limite de jornadas por dispositivo

Você define quantas jornadas diferentes podem usar o mesmo aparelho. Uma operação pode aceitar duas ou três pessoas da mesma casa num único celular. Outra pode querer um aparelho por pessoa. Passou do limite, entra a política de dispositivo com alta atividade.

O que aparece no painel

Em cada onboarding, a aba de dispositivo mostra o tipo de aparelho, a origem, o sistema operacional, o navegador e a lista de sinais, com o que foi detectado e o que não foi. O seu time vê o motivo de cada decisão.

Perguntas frequentes

Ele substitui o KYC?

Não, complementa. O KYC valida a pessoa. O Device ID analisa o aparelho e o ambiente da jornada.

Um usuário legítimo que usa VPN será bloqueado?

Na configuração inicial, não. VPN cai em análise manual, e você pode mudar para permitir ou bloquear.

Posso desativar as proteções obrigatórias?

Não. Bot malicioso, máquina virtual e IP em listas de ataque são bloqueados sempre.

E quando várias pessoas da mesma família usam o mesmo celular?

Basta ajustar o máximo de jornadas por dispositivo para a realidade da sua operação.

Onde eu configuro as políticas?

No painel da Shiel ID, nas configurações de proteção de dispositivo. As mudanças valem para as próximas jornadas.

Veja funcionando na sua operação

A gente mostra o Device ID configurado para o seu fluxo e tira suas dúvidas sobre as políticas.

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